
Por: Renato Wasted
O Zefirina Bomba é uma banda difícil de definir. Eles fazem um punk rock, misturado com hardcore, com muitos gritos, tirando distorção de uma viola um tom abaixo e com uma bateria sem nenhum tom: apenas caixa, bumbo, surdo e pratos. Ou seja, uma banda bem simples fazendo um rock diferente com bastante paixão.
Da tarde que passei na casa deles, pude perceber o quão humilde são. Pessoas bem simples e comuns quanto qualquer outra. Não são do tipo "estrelinhas", recebem os amigos em casa e são muito simpáticos.
Para essa nossa matéria, Ilsom Barros foi quem mais conversou com nossa equipe.
O Zefirina Bomba começou no Nordeste do país, participando de vários festivais.
Do qual uma gravação de um festival que participaram rolava no dvd. Segundo Ilsom, "Foi um ótimo festival. Arrecadamos quilos e mais quilos de alimentos. Enquanto uma van saía lotada para levar os alimentos para doação, já iam empilhando mais alimentos para botar na próxima van."
Ilsom define o cenário musical brasileiro atualmente como bom, mas com derivações não muito boas. Também anda desapontado com várias coisas nos movimentos punks - ele participou do movimento anarco-punk por algum tempo.
Algumas bandas não divulgadas pela mídia que ele anda ouvindo bastante ultimamente são os Rotten Flies, dos quais tocam bastante com o Zefirina Bomba; tem ouvido também os Comedores de Lixo e Capim Maluco.
Na opinião de Ilsom, as gravadoras precisam de bandas boas, embora hoje em dia as bandas não ganham com vendas de discos e, sim, ganham por shows.
Essa é a triste situação do nosso país. Os discos não são tão acessíveis quanto eram antigamente, e um cd bom custa em torno dos R$ 25,00. Muitas pessoas não têm dinheiro para comprar os discos de suas bandas favoritas. Todos nós da revista sabemos como é ser um adolescente e não ter dinheiro o suficiente para ir comprar o disco novo da banda que gosta.
Quanto aos planos para o futuro, Ilsom tem a idéia de lançar um dvd independente do Zefirina e vender nos shows. Caso a banda não dê certo, ele pretende voltar ao nordeste e criar um selo independente para as bandas de lá. Ou seja, sua vida depende de música, essa é sua "razão de viver".
Quando perguntei se eles trocavam de instrumentos nos ensaios e até mesmo em alguns shows, Ilsom logo disse "Nem violão eu sei tocar...", embora eu tenha dito que ele toque muito bem. Guga toca violão muito bem.
Martim toca apenas baixo. "Deve ser por isso que a gente se dê tão bem na banda, pois eu só toco viola e ele só toca baixo, não sabe tocar violão ou guitarra", diz Ilsom.
Perguntamos se havia tietagem ao fim dos shows, se havia fanatismo de algumas pessoas. Ilsom respondeu "Tietagem não rola!".
Para finalizar nossa tarde de entrevistas, perguntamos se eles já haviam recebido convite de tocar fora do país. Receberam convite para tocar no Chile, mas acabaram não indo. Ainda não saíram do Brasil.
Depois de muita conversa, dvds rolando e um cafézinho de tarde nossa equipe se dispede da banda e deixamos aqui um grande abraço a eles.
Da tarde que passei na casa deles, pude perceber o quão humilde são. Pessoas bem simples e comuns quanto qualquer outra. Não são do tipo "estrelinhas", recebem os amigos em casa e são muito simpáticos.
Para essa nossa matéria, Ilsom Barros foi quem mais conversou com nossa equipe.
O Zefirina Bomba começou no Nordeste do país, participando de vários festivais.
Do qual uma gravação de um festival que participaram rolava no dvd. Segundo Ilsom, "Foi um ótimo festival. Arrecadamos quilos e mais quilos de alimentos. Enquanto uma van saía lotada para levar os alimentos para doação, já iam empilhando mais alimentos para botar na próxima van."
Ilsom define o cenário musical brasileiro atualmente como bom, mas com derivações não muito boas. Também anda desapontado com várias coisas nos movimentos punks - ele participou do movimento anarco-punk por algum tempo.
Algumas bandas não divulgadas pela mídia que ele anda ouvindo bastante ultimamente são os Rotten Flies, dos quais tocam bastante com o Zefirina Bomba; tem ouvido também os Comedores de Lixo e Capim Maluco.
Na opinião de Ilsom, as gravadoras precisam de bandas boas, embora hoje em dia as bandas não ganham com vendas de discos e, sim, ganham por shows.
Essa é a triste situação do nosso país. Os discos não são tão acessíveis quanto eram antigamente, e um cd bom custa em torno dos R$ 25,00. Muitas pessoas não têm dinheiro para comprar os discos de suas bandas favoritas. Todos nós da revista sabemos como é ser um adolescente e não ter dinheiro o suficiente para ir comprar o disco novo da banda que gosta.
Quanto aos planos para o futuro, Ilsom tem a idéia de lançar um dvd independente do Zefirina e vender nos shows. Caso a banda não dê certo, ele pretende voltar ao nordeste e criar um selo independente para as bandas de lá. Ou seja, sua vida depende de música, essa é sua "razão de viver".
Quando perguntei se eles trocavam de instrumentos nos ensaios e até mesmo em alguns shows, Ilsom logo disse "Nem violão eu sei tocar...", embora eu tenha dito que ele toque muito bem. Guga toca violão muito bem.
Martim toca apenas baixo. "Deve ser por isso que a gente se dê tão bem na banda, pois eu só toco viola e ele só toca baixo, não sabe tocar violão ou guitarra", diz Ilsom.
Perguntamos se havia tietagem ao fim dos shows, se havia fanatismo de algumas pessoas. Ilsom respondeu "Tietagem não rola!".
Para finalizar nossa tarde de entrevistas, perguntamos se eles já haviam recebido convite de tocar fora do país. Receberam convite para tocar no Chile, mas acabaram não indo. Ainda não saíram do Brasil.
Depois de muita conversa, dvds rolando e um cafézinho de tarde nossa equipe se dispede da banda e deixamos aqui um grande abraço a eles.
4 comentários:
Tocamos juntos em Sorocaba e foi uma das melhores experiencias que me recordo com relação a tocar e fazer amizades. São pessoas maravilhosas e fazem musicas fervorosas. Que venha mais!
Sidan (Madeleine K.)
Zeferina, do caralho...
Viação Ribeirão Rock em contato com Freerock Sampa! bacana, união nesse cenário, bota pra fude galera.
Abraço.
muito massa!!! zeferina eh do kct!!!
Melhor banda do brasil
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